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Estudantes do Recife aprendem a pilotar drones para combater o Aedes

Equipamentos vão ajudar a identificar focos do mosquito perto das escolas.
Treinamento acontece nas salas de aula e em ambientes abertos.

 

Bruno Marinho Do G1 PE

Aluno de escola municipal do Recife aprende a operar drone para ajudar no combate ao mosquito Aedes egypti (Foto: Bruno Marinho/G1)

Aluno de escola municipal do Recife aprende a operar drone para ajudar no combate ao mosquito Aedes aegypti (Foto: Bruno Marinho/G1)

No Recife, o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, do vírus da zika e da chikungunya, vai receber o reforço de um aliado não apenas de peso, mas também de muita altura. A partir do início de abril, drones pilotados por estudantes de robótica da rede municipal de ensino vão contribuir para verificar, do alto, a existência de focos do inseto nos telhados e nos terrenos baldios localizados próximos a escolas.

O treinamento dos alunos, tanto em sala de aula quanto em ambientes abertos, teve início nesta quarta-feira (23). Os estudantes da Escola Municipal Antônio de Brito Alves, localizada no bairro da Mustardinha, no Recife, foram os primeiros a aprender a operar os drones, que enviam as imagens e gravações em tempo real para os tablets escolares.

“A ideia é treinar estudantes do oitavo e do nono ano para atuarem no projeto, que tem como objetivo principal interagir com os conteúdos da sala de aula através de um instrumento que desperta a curiosidade dos alunos e vai nos dar uma visão diferenciada que pode nos fornecer novas ideias de combates ao mosquito”, explica Jadson Amorim, um dos coordenadores do Programa de Robótica na Escola, da Secretaria de Educação do Recife.

O Parque do Jiquiá foi o local escolhido para o primeiro treinamento a céu aberto com os drones. Os alunos não escondiam a empolgação com a oportunidade de fazer os equipamentos “levantarem voo”. “Foi muito bom. Ainda não tenho muita experiência com o drone,  mas, aos poucos, vou aprendendo a utilizá-lo cada vez mais”, conta a estudante Suelen Rafaele, de 13 anos.

A ideia de utilizar os drones para combater o Aedes aegypti surgiu dos próprios estudantes. Aluno do nono ano, Carlos Alberto, 13 anos, foi um deles. “Diante dessa epidemia de arboviroses, pensamos em usar os drones, pois eles possuem uma câmera e podem encontrar possíveis focos do mosquito. E eles possibilitam uma interação maior entre os alunos porque a gente adora tecnologia e dessa forma ficamos mais incentivado a combater o Aedes egypti”, explica o estudante, que, desde janeiro, vem sendo treinado para ser um dos monitores do projeto e ensinar os colegas a operarem os equipamentos no ar.

No Recife, estudantes da rede municipal aprendem a operar drones para localizar focos do mosquito Aedes egypti (Foto: Bruno Marinho/G1)

Aprendizado faz parte do programa de robótica das escolas (Foto: Bruno Marinho/G1)

De acordo com o secretário executivo de Tecnologia da Educação  do Recife, Francisco Luiz dos Santos, a participação dos estudantes é fundamental para o êxito dessa iniciativa pioneira no estado. “A partir da visão aérea fornecida pelos drones, os alunos nos ajudarão a reconhecer em calhas, caixas d’águas destampadas, telhados e lixo acumulado em terrenos baldios ao redor das escolas possíveis criadouros do mosquito”, ressalta.

Atualmente, o projeto conta com dois drones e seis minihelicópteros, que são utilizados no treinamento para os alunos aprenderem a controlar os equipamentos no ar. A Prefeitura do Recife deve adquirir mais 12 drones para expandir o projeto para outras escolas municipais.

Treinamento dos alunos com os drones acontece também em locais abertos, como no Parque do Jiquiá, no Recife (Foto: Bruno Marinho/G1)

Treinamento dos alunos com os drones acontece também em locais abertos, como no Parque do Jiquiá, no Recife (Foto: Bruno Marinho/G1)

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